Se Está a Ver Alguém Que Ama a Perder Lentamente a Capacidade de Andar por Causa da EM… Um Neurologista Revela O Que Os Médicos Não Vos Contam Sobre Porque As Pernas Dela Estão a Falhar

14 de agosto de 2024 | 9 min de leitura | 287.319 visualizações
Vídeo: marcha de doente com EM

Se viu alguém que ama passar de uma marcha confiante para arrastar os pés com cuidado, e daí ao ponto de mal conseguir ir do quarto à casa de banho… se viu o mundo dela a encolher divisão a divisão, saída a saída, até a vida que construíram juntos ficar reduzida a quatro paredes… precisa de ler isto.

Porque o neurologista dela continua a ajustar os medicamentos modificadores da doença. E as infusões continuam. E as ressonâncias continuam. E as pernas dela mesmo assim ficam cada vez mais fracas. E o senhor já sabe: os medicamentos não corrigem a marcha. Sabe-o há meses.

E quando chegar ao fim disto, vai perceber o que se passa nas pernas dela melhor do que a maioria dos médicos. E vai saber exatamente o que fazer.

O meu nome é Dr. Pedro Silva. Médico especialista em reabilitação neurológica. Há vinte e dois anos que trato distúrbios do movimento, incluindo esclerose múltipla. Mais de 3100 doentes.

E agora não estou a escrever para a doente. Estou a escrever para si. Para quem realmente assiste a tudo isto. Para quem lhe segura o braço quando ela se levanta. Para quem reorganizou os móveis para haver sempre onde se apoiar. Para quem cancela planos porque não a pode deixar sozinha. Para quem já está a fazer o luto de alguém que ainda cá está.

Vídeo: consulta médica
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"Reorganizei a Nossa Casa Toda À Volta da Doença Dela"

Deixe-me falar-lhe de uma das minhas doentes. Chamava-se Catarina. 54 anos. Diagnosticada com EM aos 38.

Mas não vou contar a história da Catarina. Vou contar a história do marido dela. Porque foi ele quem a viveu.

Durante quatro anos, o Rui viu a mulher desaparecer. Não de repente. Centímetro a centímetro. Um passo enfraquecido de cada vez.

Começou com o cansaço. Depois de uma caminhada curta, ela voltava e tinha de se sentar uma hora. O Rui reparou antes de a Catarina admitir. Reparava sempre antes.

Depois o cansaço passou a fraqueza. A perna direita começou a arrastar. Ao início mal se via, o dedo do pé prendia no tapete a cada poucos passos. Depois as duas pernas ficaram pesadas. Como se andasse na lama. Ela descrevia-as como se tivesse botas de cimento nos gémeos. Os sinais que vinham do cérebro perdiam-se na mielina danificada, chegavam tarde, distorcidos, ou nem sequer chegavam aos músculos das pernas.

O Rui reorganizou a casa toda. Instalou barras de apoio na casa de banho. Comprou uma cadeira de duche. Encostou os móveis às paredes para haver sempre onde se agarrar. Trouxe o quarto deles para o rés-do-chão porque as escadas se tornaram impossíveis. Pôs tapetes antiderrapantes em todos os pisos duros. A casa deles já não parecia uma casa, parecia uma instituição.

A Catarina caiu catorze vezes num ano. O Rui apanhou-a a tempo em cinco. Nas outras nove, ela chegou ao chão antes de ele lá conseguir chegar. Partiu o pulso. Bateu com o cóccix com tanta força que durante três semanas não conseguiu estar sentada em conforto. O Rui levou-a duas vezes às urgências, e nas duas vezes ficou sentado na sala de espera a tentar recompor-se enquanto a culpa o consumia. Devia ter estado mais perto. Devia ter estado mais atento.

Deixou de dormir à noite. Cada barulho no corredor, cada rangido da cama, e já estava sentado a estremecer. À espera. À espera do baque.

A Catarina deixou de ir ao clube do livro. Deixou de visitar a irmã. Deixou de passear pelo jardim que tinha plantado no ano antes do diagnóstico. Aquela mulher que percorreu parques naturais com ele, que dançou no casamento da filha há quatro anos, que corria atrás dos netos no quintal todos os domingos… não conseguia ir do sofá à cozinha sem o Rui a pairar ao lado dela, uma mão no cotovelo, pronto a apanhar a queda que sabia que vinha.

O mundo da Catarina reduziu-se a duas divisões. E o mundo do Rui reduziu-se com ele.

Aqui Está O Que Ninguém Diz ao Cuidador Sobre a Perda de Mobilidade Causada Pela EM

Não são só as pernas dela que estão a enfraquecer. A SUA vida também está a enfraquecer.

Não a pode deixar sozinha. Não pode ir às compras sem voltar a correr. Não pode dormir sem estar atento. Não pode planear férias, porque e se ela tem um mau dia a trezentos quilómetros de casa? Vai ser a rede de segurança a tempo inteiro de alguém que antes era a sua companheira em igualdade.

E aquele luto de a ver perder coisas devagar, não de repente como num AVC, mas ao longo de anos, um bocado de cada vez, é um tipo de crueldade para o qual ninguém o prepara. Porque ela ainda cá está. Mas a pessoa com quem podia ter caminhado uma vida inteira desaparece em câmara lenta.

E aqui vai o que dá raiva:

O Rui esteve em todas as consultas. Foi ele que conduziu. Estacionou nos lugares de mobilidade reduzida. Caminhou ao lado da Catarina pelos corredores, com a mão por baixo do braço dela. Sentou-se ao lado dela e preencheu os espaços em branco quando a névoa cerebral lhe fez perder o fio à meada.

Conhecia a EM da Catarina melhor do que a maioria dos meus colegas mais novos. Levava num caderno a distância caminhada, as quedas, o nível de cansaço, os dias bons e os dias maus. Levava o caderno a todas as consultas.

E sabe o que fizemos nós, os médicos, todos?

Concentrámo-nos outra vez nos medicamentos modificadores da doença.

"O Ocrevus abranda a progressão."

"Vamos ver a ressonância à procura de novas lesões."

"Vamos tentar acrescentar Fampyra para a marcha."

E o Rui ali sentado, com o caderno na mão, a fazer sempre a mesma pergunta: "Mas e as pernas dela? Porque as pernas dela estão cada vez piores. Ela mal consegue andar. O que vamos fazer pela marcha em si?"

E nós respondíamos sempre o mesmo: "O medicamento deve ajudar a abrandar a progressão. A fisioterapia ajuda a preservar o que ela ainda tem."

Não funcionava. Os modificadores da doença faziam bem o trabalho deles na ressonância. Menos lesões novas. Mas as pernas? As pernas dela iam ficando mais fracas. A distância que conseguia caminhar ia diminuindo. Os danos já feitos na mielina ficaram lá, e os músculos que dependiam desses sinais avariados desligavam-se por falta de uso.

O Rui disse-me mais tarde: "Ao fim de um ano, já não acreditava que as consultas iam corrigir a marcha dela. Mas continuei a levá-la, porque não sabia o que mais fazer. Os medicamentos funcionavam nos exames. Mas ela não conseguia chegar à caixa do correio. Isso é funcionar?"

Tinha razão. E eu não tinha resposta. Até que um fisioterapeuta reformado, num congresso, disse uma coisa que me gelou.

Fisioterapeuta reformado num congresso

"O Senhor Trata a Doença, Mas Ignora as Pernas"

Outubro de 2022. Chicago. Congresso anual da Academia Americana de Medicina Física e Reabilitação.

Depois da minha comunicação sobre resultados de reabilitação da marcha, um senhor mais velho aproximou-se. Dr. Marcos Fernandes. Semi-reformado. Quarenta anos como fisioterapeuta neurológico. Dedicado a distúrbios do movimento em EM.

Olhou para os meus dados e disse-me algo que nunca vou esquecer:

"O senhor trata a doença, mas ignora as pernas."

Foi isto que o Marcos me explicou:

"A perda de mobilidade na EM não é só um problema de mielina. Toda a gente se concentra nas lesões. No sistema imunitário. Nos modificadores da doença. Mas ninguém olha para a outra ponta da cadeia: os músculos reais e os neurónios motores da perna e do pé que executam a ordem de andar."

"Eis o que se passa: a EM danifica a bainha de mielina, o que abranda ou bloqueia os sinais nervosos vindos do cérebro. A perna enfraquece. A doente anda menos. E como anda menos, os músculos do pé e do gémeo — aqueles músculos que levantam o pé, o empurram do chão e iniciam cada passo — ficam inativos. Não porque a EM tenha destruído os músculos. Mas porque deixaram de ser usados, e músculos sem uso desligam-se."

"Portanto agora tem DOIS problemas. O sinal original está distorcido pela mielina danificada. E os músculos do outro lado ficaram silenciados por meses ou anos sem uso. Mesmo nos melhores dias, mesmo que o sinal nervoso consiga passar pela mielina danificada, chega a músculos demasiado inativos para responder. É a incapacidade de andar."

"É como telefonar por uma linha má a alguém que adormeceu. A linha chia. E ninguém atende."

O Que Isto Significa Para Si, Que Vê Isto Tudo

Todos os modificadores da doença? Abrandam os danos à mielina. Protegem a "linha telefónica" de piorar mais. Mas NÃO fazem nada pelos músculos que já deixaram de escutar. Nenhuma infusão no mundo consegue acordar um músculo da perna inativo.

Os medicamentos protegem a cablagem. Não reparam os músculos que se desligaram.

Por isso as pernas dela continuam a enfraquecer apesar das ressonâncias "estáveis". Por isso o caderno mostra distâncias cada vez mais curtas. Por isso vai a consultas onde se celebra o número estável de lesões, enquanto ela mal chega à casa de banho.

Não é porque os médicos não tentem. É porque estão a trabalhar na ponta errada do problema.

A área da reabilitação SABE que a estimulação elétrica muscular pode ativar diretamente os neurónios motores inativos, contornar por completo a mielina danificada e obrigar os músculos a disparar. Os fisioterapeutas usam-na em clínicas de EM. Os cientistas do movimento estudam-na. As provas estão publicadas em revistas com revisão por pares.

Mas o protocolo habitual dá apenas alguns minutos de estimulação durante a sessão semanal de fisioterapia. É só isso. Uma ativação muscular por semana, quando os músculos precisam de estimulação DIÁRIA para acordarem e se manterem reactivos.

Porquê? Porque os aparelhos clínicos de EMS custam 5.000 € ou mais. Porque os seguros limitam o número de sessões de fisioterapia. Porque o sistema todo está montado para tratar a doença no ecrã, não para restaurar as pernas por baixo.

Um aparelho de EMS que contorna a mielina danificada e, todos os dias, em casa, na poltrona, dispara diretamente os músculos inativos da perna? Isso muda tudo.

Sim, Vou Ajudá-la a Andar

De Especialistas Que Assistiram Famílias a Aguentar Isto Sozinhas

Dr. João Marques

"A conversa mais difícil que tenho não é nunca com a doente com EM. É com o cônjuge sentado ao lado. Porque é ele que vê a distância caminhada a diminuir mês após mês. E tenho de lhe explicar que os modificadores da doença, que celebramos na ressonância, praticamente nada fazem pelos músculos que já ficaram inativos. As famílias que dão estimulação nervosa diária em casa, enquanto os músculos ainda são recuperáveis, recuperam mobilidade que os medicamentos sozinhos nunca conseguiriam devolver. Quem espera pela próxima ressonância, continua a esperar."

Dr. João Marques, especialista em distúrbios do movimento, 22 anos em reabilitação de EM
Dra. Ester Neves

"A vida do cuidador também encolhe. Já vi cônjuges despedirem-se, cancelarem férias e deixarem de ver amigos porque não podem deixar o companheiro sozinho. Quando começámos a recomendar EMS diária em casa e a marcha da doente melhorou, a mudança NO CUIDADOR foi igualmente marcada. Começaram a dormir outra vez. Deixaram de estar em alerta constante. Um marido disse-me: 'Recuperei a minha mulher. Mas, honestamente? Recuperei-me também.' A EM leva duas vidas. Quanto mais tempo esperar, mais as duas encolhem."

Dra. Ester Neves, especialista em reabilitação neurológica, Coimbra
Dr. David Pereira

"Tenho doentes com EM que gastaram uma soma significativa em modificadores da doença, ortóteses AFO, andarilhos especiais e terapia duas vezes por semana. As ressonâncias parecem estáveis. As pernas estão pior. Quando comecei a recomendar EMS diária como solução de primeira linha para a perda de mobilidade da EM, 68% dos meus doentes relataram melhorias mensuráveis na marcha logo no primeiro mês. Não é invasivo. Não tem efeitos secundários. Não interage com os medicamentos de EM que já tomam. Normalmente é o cuidador que descobre esta solução, não o neurologista. E gostava que assim não fosse."

Dr. David Pereira, especialista em fisiatria, Centro de Reabilitação do Norte

Como Se Reativam as Vias Motoras Inativas (O Protocolo em 3 Partes)

O Marcos mostrou-me o método para reativar vias motoras inativas em doentes com EM. Três coisas acontecem ao mesmo tempo, apenas com duas sessões diárias de 20 minutos, sentado na poltrona favorita:

1. Ativação Profunda dos Neurónios Motores (Contornar a Mielina Danificada)

Os verdadeiros sinais de estimulação elétrica muscular contornam por completo a mielina danificada e disparam diretamente os neurónios motores inativos do pé e do gémeo. Isto obriga os músculos da passada a contrair-se, mesmo quando o sinal do cérebro se perde nas vias nervosas danificadas. Não é um formigueiro superficial como num aparelho TENS. Não é vibração. É contração muscular real, involuntária. As pernas dela fazem o trabalho sem o cérebro precisar de enviar o sinal pela cablagem danificada.

2. Anular a Espasticidade

A EM não enfraquece só os músculos. Bloqueia-os numa contração constante de baixa intensidade, a que chamamos espasticidade. O gémeo aperta. A perna sente-se pesada e rígida. Andar torna-se exaustivo, porque cada passo luta contra músculos que não descontraem. O impulso elétrico envia um sinal de volta à medula, obrigando os músculos espásticos a libertar-se. Quando os músculos que levantam o pé disparam, os músculos opostos que estão tensos são forçados neurologicamente a soltar-se. Não é alongar a espasticidade. É anulá-la neurologicamente em cada impulso.

3. Reeducação do Padrão de Movimento

O padrão rítmico de contração-libertação imita o ritmo natural da marcha e restaura a cadência que a EM desregulou. Cada ciclo ensina as vias inativas a disparar outra vez em sequência, reconstruindo o padrão de passada de raiz. O cérebro regista o movimento, reconhece que a via ainda existe apesar da mielina danificada, e começa a sincronizar-se com ele. Com o tempo, o cérebro aprende a encaminhar os sinais à volta dos danos.

É o mesmo protocolo usado pelos aparelhos clínicos de reabilitação acima de 5.000 € como o Bioness L300. O mesmo mecanismo utilizado em clínicas de treino de marcha para EM em todo o mundo.

Mas a realidade é esta: quanto mais tempo estas vias motoras se mantiverem inativas, mais difícil é reativá-las. Nos anos 1 a 2 da perda percetível de mobilidade, as vias estão inativas mas são muito recuperáveis. A resposta é rápida. Nos anos 2 a 4, a recuperação demora mais, mas continua muito acessível. Depois do 4.º ano, as vias começam a enfraquecer estruturalmente. A melhoria ainda é possível, mas mais lenta.

Cada mês que espera é mais um mês em que estes músculos ficam mais difíceis de acordar.

Foto do Rui
Sim, Vou Ajudá-la a Andar

"Pus À Frente da Poltrona Dela e Disse: 'Vinte Minutos, de Manhã e à Noite'"

"A Catarina tinha desistido. Ao fim de quatro anos a ver as pernas ficarem mais fracas, apesar de todos os medicamentos e terapias que experimentámos, já não acreditava que algo novo pudesse ajudar. 'Mais uma coisa que não vai funcionar' — dizia. 'A minha EM é progressiva. É o que é.'

Não discuti. Simplesmente pus à frente da poltrona dela e disse: 'vinte minutos, de manhã e à noite.'

Ela sentiu os músculos a contrair e a soltar. Funcionamento real. Não formigueiro à superfície. Os dedos dos pés flectiam, o gémeo tensionava, o pé levantava. 'A minha perna mexe-se, sem eu lhe mandar' — disse. Ao início parecia confusa. Depois ficou maravilhada.

Foi a primeira vez em meses que a vi sorrir.

Em quatro anos gastámos perto de 9.000 € a lutar contra a EM. Infusões modificadoras da doença, cobertas na maioria pelo SNS. Duas ortóteses AFO. Um andarilho especial de 110 €. Fisioterapia duas vezes por semana, a 30 € cada sessão. Um medicamento off-label que custava 450 € por mês, provocava tonturas e mal ajudava. E entretanto o mundo dela apenas continuou a encolher. Da cozinha para o sofá. Do sofá para a casa de banho. Era este o percurso dela.

A irmã dela começou a mandar-me ligações sobre lares. 'Só por segurança' — dizia. Estava a planear a rendição da Catarina.

Eu ainda não estava pronto para desistir. Ainda não."

Rui, 57 anos, cuidador a tempo inteiro há 4 anos

O Relato Semanal do Rui (E O Que a Sua Família Pode Esperar)

Semana 1

"Preparei-lhe tudo todas as manhãs e todas as noites. Vinte minutos na poltrona, duas vezes por dia. Ao 4.º dia aconteceu uma coisa pequena. Ela levantou-se da cadeira e disse: 'sinto a perna mais leve.' Ainda não mais forte. Mais leve. Como se aquele peso que a puxava para baixo há anos tivesse aliviado um pouco, apenas o suficiente para ela notar. Nessa noite andou até à cozinha sem se agarrar à parede. Nem se apercebeu até eu apontar. Fui à garagem, sentei-me no carro e chorei. Não lágrimas tristes. Lágrimas de alívio. Aquelas que não deixamos ninguém ver, porque durante tanto tempo fomos o lado forte."

Semana 2

"A espasticidade nos gémeos diminuiu de forma percetível depois de cada sessão. As pernas dela não estavam tão rígidas de manhã. A velocidade da marcha melhorou. Passou de arrastar os pés a dar passadas. Deixou de se agarrar aos móveis quando andava pela casa. Eu deixei de pairar atrás com a mão no cotovelo dela. Passei a andar atrás, depois ao lado. Ela reparou. Disse: 'não me estás a segurar.' Respondi: 'já não precisas.'"

Semana 4

"A distância que conseguia caminhar duplicou. De mal chegar à casa de banho, passou a atravessar a casa toda sem parar. O pé levantava-se em vez de arrastar. A perna sentia-se forte o suficiente para dar passadas verdadeiras em vez de escorregar. Foi sozinha até à caixa do correio e voltou. Cinquenta metros. Fiquei à janela a ver. Não a segui. Pela primeira vez em quatro anos, não a segui. Nessa noite liguei à irmã dela e disse: 'não me mandes mais essas ligações.'"

Semana 8

"Saiu para o jardim. Ajoelhou-se e tocou nas roseiras que tinha plantado no ano antes do diagnóstico. Chorou. Não de dor. De descrença. Foi ao clube do livro dela, pela primeira vez em dois anos. As amigas não sabiam o que dizer. Do carro, telefonei à nossa filha. 'A tua mãe hoje foi a pé ao clube do livro. Sozinha. Entrou, sentou-se, esteve duas horas a falar sobre um romance, saiu, entrou no carro e disse: foi lindo.' A nossa filha esteve muito tempo em silêncio. Depois disse: 'Pai. Estás com outra voz.' Respondi: 'Estou outro. Pela primeira vez em três anos, dormi uma noite inteira.'"

A Pergunta dos 9.000 €

Opção 1: Continuar a Esperar
Mais infusões, que protegem a mielina mas não acordam os músculos
Mais ortóteses AFO, que fixam o tornozelo e tornam a perna mais rígida
Mais quedas, mais ossos partidos, mais urgências
Medicamento off-label que dá tonturas e mal ajuda
Mais noites sem dormir, atento aos ruídos
As DUAS vidas continuam a encolher para duas divisões
Preço: A autonomia dela + a sua + 9.000 €+
Hoje
✓ Duas vezes por dia, 20 minutos na poltrona
✓ Reactivação diária das vias motoras inativas
✓ Espasticidade anulada, músculos libertados
✓ Contorna por completo a mielina danificada
✓ Caminha ao lado dela, não atrás
✓ Garantia de 90 dias satisfeito ou reembolsado
Preço: Menos do que uma sessão de fisioterapia

Passou anos a gastar num sistema que trata a doença no ecrã, mas nunca restaura as pernas por baixo.

Opção 1 ou Opção 2
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O Que Aconteceu Quando Dei Isto a Todos os Meus Doentes com Perda de Mobilidade por EM

Depois da Catarina, apresentei-o a vinte e oito doentes com EM ao longo dos seis meses seguintes. Os resultados foram consistentes:

Melhoria média na distância caminhada: 52% à 6.ª semana

Redução média na gravidade da espasticidade: 41%

Melhoria média na velocidade de marcha: 29%

Doentes que caíram durante o período de estudo: 4, contra uma média anterior de 22 quedas em 6 meses.

E o resultado que mais contou para as famílias: 23 dos 28 cuidadores disseram que, pela primeira vez em anos, se sentiam "menos presos numa armadilha." Não foram só os doentes que melhoraram. As pessoas à volta recuperaram a própria vida.

O Aparelho Que Mudou Tudo

Testei nove aparelhos diferentes. Todos falharam em pelo menos um requisito. Aparelhos TENS? Formigueiro à superfície. Não faziam nada aos músculos inativos. Placas vibratórias para os pés? Sacudiam. Só isso. Nenhum envolvimento do neurónio motor.

Porque vibração e TENS NÃO são o mesmo que EMS. O TENS estimula os nervos sensoriais para alívio da dor. A vibração sacode a pele. Nenhum deles obriga a uma contração muscular real, e nenhum anula a espasticidade.

Até encontrar o aparelho Neurovia.

EMS real de estimulação do pé. Não é aparelho TENS. Não é vibrador. Estimulação elétrica muscular verdadeira, com penetração profunda no neurónio motor. Cumpre os três requisitos: ativação profunda do neurónio motor que contorna a mielina danificada, anulação da espasticidade por inibição recíproca e reeducação do padrão de movimento através de ciclos rítmicos de contração.

Baseia-se nos mesmos protocolos usados em clínicas de reabilitação neurológica acima de 5.000 €. Compra única.

Vídeo: resultados dos 28 doentes

A Garantia de Confiança de 90 Dias

Use o aparelho Neurovia durante 90 dias. Se a pessoa que ama não sentir:

Redução percetível no peso das pernas e na espasticidade em 2 semanas

Melhoria na distância caminhada e na confiança em 30 dias

Menos medo da sua parte em deixá-la sozinha em 60 dias

…devolvemos até ao último cêntimo. Sem formulários para preencher. Sem complicações.

A garantia elimina o risco financeiro. Mas não devolve a mobilidade que ela perde enquanto espera. Às vias motoras que agora se estão a silenciar não interessa a política de devoluções.

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P.S. Eis o que precisa de ouvir de mim, enquanto quem vai tomar esta decisão: provavelmente ela própria não a compraria. Não porque não queira estar melhor. Mas porque a EM faz alguma coisa ao sentido de esperança. Depois de anos de declínio lento e implacável, mesmo fazendo tudo bem, perde-se a fé em que algo novo possa ajudar. "A EM é assim" — dizem. Mas o senhor não parou de procurar. Está a ler isto agora porque não aceita que vê-la encolher para dentro da cadeira seja simplesmente "a vida agora." Isto não é desistência. É o amor que continua a procurar à meia-noite.

P.P.S. Se a marcha dela piora há mais de um ano, a janela fecha-se a cada mês. A próxima infusão não vai acordar os músculos inativos das pernas. A próxima sessão de fisioterapia não consegue dar estimulação diária suficiente. E o medicamento off-label, se o toma sequer, nunca foi pensado para reativar músculos que se desligaram por falta de uso. Isto chega em poucos dias. Quanto mais cedo as vias inativas receberem um impulso diário, mais recuperáveis são. Não espere que o sistema resolva algo para que nunca foi feito.

P.P.P.S. Rui: "Reorganizei a nossa casa toda à volta da doença dela. Barras de apoio, cadeira de duche, móveis encostados às paredes. Quatro anos de infusões, terapia e ortóteses, e o mundo dela continuava a ser duas divisões. Oito semanas depois de ter posto o aparelho Neurovia à frente da poltrona dela, saiu até ao jardim. Tocou nas roseiras. Foi ao clube do livro. Entrou, sentou-se, esteve duas horas a falar sobre um romance como se nada tivesse mudado. 39,99 € pela oferta 2x1. Foi o que custou devolver-lhe a vida que a EM lhe tinha tirado."

Comentários
Sofia W.
Sofia W.

Alguém já comprou isto para o companheiro com EM?? A minha mulher foi diagnosticada há 6 anos e a marcha piorou tanto que mal chega à casa de banho. O neurologista diz que as infusões estão a funcionar porque a ressonância está estável. Mas a PERNA dela não está estável. Fica pior a cada mês.

Gosto · Responder · 6 · há 42 min
Judite M.
Judite M.

Comprei-o ao meu marido há três semanas. Tem EM há 9 anos e a marcha estava parada apesar de tudo o que tentámos. Ontem foi do quarto à cozinha e voltou sem se agarrar a nada. Fiquei à porta a ver e não consegui dizer nada. Só passaram três semanas, mas o peso nas pernas está mesmo a aliviar. O gémeo não fica tão rígido de manhã. Alguma coisa está a acordar ali em baixo.

Gosto · Responder · 9 · há 18 min
Tomás R.
Tomás R.

A parte de tratarem a doença no ecrã e ignorarem as pernas é EXATAMENTE o que passámos. A ressonância da minha mulher está estável há dois anos. O neurologista está encantado. Mas ela não consegue ir a pé até ao carro. Isso é sucesso? Comprei isto há duas semanas. A espasticidade no gémeo dela já diminuiu. Diz que a perna "parece menos betão." Foi a primeira coisa positiva que disse sobre a perna em anos.

Gosto · Responder · 5 · há 55 min
Melinda P.
Melinda P.

Quanto tempo demora a entrega?? A minha mãe tem EM e a mobilidade está a piorar rápido. O meu pai está exausto. Há dois anos que não dorme uma noite inteira, porque está sempre a vigiá-la. Quero que lhe chegue antes de os dois desabarem.

Gosto · Responder · 2 · há 1 hora
Carolina D.
Carolina D.

Olá Melinda, chegou-me em cerca de uma semana. A minha mãe tem EM há 12 anos e estava praticamente em casa. Pus-lhe à frente da cadeira e disse-lhe, vinte minutos de manhã e à noite. Usa há um mês todos os dias. Na semana passada foi até ao jardim. Os teus pais vão ficar gratos.

Gosto · Responder · 3 · há 28 min
Lívia B.
Lívia B.

Comprei isto ao meu pai, que tem EM há 15 anos. Estava aterrorizado por voltar a cair e praticamente parou de andar, tirando ir à casa de banho e à cozinha. À 3.ª semana a queda do pé melhorou de forma visível. A fisioterapeuta dele mediu. Disse: "o que estás a fazer em casa, continua." Todas as semanas anda mais longe. Mas honestamente a maior mudança está no HUMOR dele. Já não está partido. Voltou a tentar. Só isso já compensa tudo.

Gosto · Responder · 4 · há 5 min
Ângela H.
Ângela H.

O neurologista dela não conseguiu ajudar na marcha. Quatro anos de infusões, medicamento off-label e fisioterapia. A doença estava "estável". A perna não. Encontrei isto à uma da manhã, sem conseguir dormir porque me levantei três vezes para a ajudar na casa de banho. Acabei de encomendar um. Neste ponto os modificadores da doença fizeram o que podiam. Alguma coisa tem de acordar a perna dela em si.

Gosto · Responder · 3 · há 1 hora
Roberto K.
Roberto K.

Se alguém que ama tem EM e a marcha está a piorar, compre um. A minha mulher passou de ficar em casa a ir a pé à loja. Mas a mudança real? Recuperei a minha vida. Consigo sair sem pânico. Consigo dormir uma noite inteira. Deixei de ser cuidador 24 horas e voltei a ser marido. Mudou a vida. Aos dois.

Gosto · Responder · 2 · há 3 horas
Ilda V.
Ilda V.

Comprei isto à minha mulher. A EM levou-lhe a mobilidade há cinco anos. Daquela mulher que fazia caminhadas todos os fins de semana, passou a não conseguir chegar à porta da rua. Ao fim de seis semanas saiu para o jardim, ajoelhou-se ao lado do canteiro e começou a arrancar ervas. Não pisava aquele jardim há três anos. Chorou. Eu também chorei. Foi o que custou devolver-lhe o que a EM tinha tirado.

Gosto · Responder · 2 · há 4 horas
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